Notícias

Wii vende cinco vezes mais que o Sony PS3 no Japão

Publicado em 06/06/2007 |

A Sony sofreu novo abalo quando surgiu a informação de que o console de videogame Wii, da Nintendo, teve vendas cinco vezes maiores do que o seu PlayStation 3 no mês passado, no Japão, o que gerou dúvidas sobre a recuperação de lucros no grupo.

A divisão de jogos da Sony registrou prejuízo operacional de 232 bilhões de ienes (1,91 bilhão de dólares) no ano fiscal encerrado em 31 de março, devido aos pesados custos iniciais do PS3, e isso reduziu a lucratividade geral do grupo.

Os investidores estão preocupados com a possibilidade de que a reversão na crise da divisão de eletrônicos, liderada pelas vendas robustas dos televisores de tela plana Bravia, possa ser compensada pelos prejuízos na unidade de jogos.

No mais recente passo em seu segmento de eletrônicos, a Sony anunciou na quarta-feira que investiria 60 bilhões de ienes ao longo dos próximos três anos a fim de reforçar sua capacidade de produção de chips sensores de imagens, usados em celulares e câmeras digitais -uma das áreas que geram mais lucros para a empresa.

Em maio, a Sony vendeu 45.321 unidades do PS3, ante 251.794 unidades no caso do Wii. Em abril, o diferencial foi de quatro para um em favor do Wii, de acordo com a Enterbrain, editora japonesa de revistas de videogames.

A Nintendo, conhecida por personagens de videogame como Mario, Donkey Kong e os Pokemon, lançou o Wii em novembro. O aparelho vem acompanhado de um controlador sensível a movimentos que permite que os usuários controlem o jogo na tela usando-o como se fosse uma raquete ou espada, o que abre um novo caminho para jogar videogames.

A rival Sony também colocou seu PS3 à venda no final do ano passado, mas a demanda até o momento vem sendo lenta devido ao preço elevado e à disponibilidade limitada de títulos de jogos atraentes.

“Se houvesse meia dúzia de títulos interessantes que as pessoas quisessem jogar no PS3, estou certo de que o console na realidade estaria se saindo bem”, disse Hiroshi Kamide, analista da KBS Securities.

Texto retirado do Terra

Deixe seu comentário